Manuel Deodoro da Fonseca, nascido na Cidade de
Alagoas, hoje chamada de Marechal Deodoro, aos 5 de agosto de 1827. Filho de
Manoel Mendes da Fonseca ingressou na Escola Militar do Rio de Janeiro em 1843
onde completou o curso de Artilharia em 1847. No ano seguinte, 1848, com apenas
21 anos, já integrava as tropas das forças armadas brasileiras no combate a
Revolta Praieira que ocorria em Pernambuco. Mais tarde, participa da Guerra da
Cisplatina e também da Guerra do Paraguai, sua conduta no campo de batalha e a
determinação e afinco que o militar apresentava o tornava diferenciado dos
demais, ganhando então prestígio e reconhecimento.
Marechal Deodoro da Fonseca
Chegou ao posto de coronel em 1868 , sendo
promovido logo mais, em 1874, ao posto de Brigadeiro e finalmente tornando-se
Marechal no ano de 1884. No ano seguinte, 1885, é nomeado chefe de armas da
província do Rio Grande do Sul, na qual se tornaria o presidente no mesmo ano.
Deodoro da Fonseca vai para o Rio de Janeiro em
1886, onde assume a liderança da facção do Exército que defendia a abolição da
escravatura no Brasil. Então estabelecido no Rio de Janeiro, preside o recente
Clube Militar, que engrossava a questão militar no cenário contra a monarquia e
defensora do republicanismo, no período de 1887 até 1889. Muito prestigiado, os
integrantes do movimento que planejava depor o imperador brasileiro Dom Pedro
II o escolhem para ser o líder do processo. A aceitação do militar era
praticamente unânime. Desta forma, no dia 15 de novembro de 1889 o Marechal
Deodoro da Fonseca proclamou a República Brasileira, depondo o imperador Dom
Pedro II e assumindo o governo provisório republicano.
Deodoro da Fonseca nomeia então para ministros de
seu governo republicanos que eram historicamente renomados e liberais da
monarquia. Mas com o passar do tempo todo o apoio que o Marechal recebera
durante anos passou a desmoronar.
A conduta do militar à frente do governo brasileiro
causou insatisfação em muitos dos seus seguidores que esperavam outros rumos
para o Brasil republicano. Como presidente provisório acabou entrando em
conflito com as lideranças civis, também resistiu à convocação da Assembléia
Constituinte. Sua eleição como presidente não mais em caráter provisório só foi
garantida porque os militares exerceram grande pressão sobre o Congresso, que o
elegeu de forma indireta em 1891.
Como presidente eleito continuou causando incômodo
com suas atitudes no poder. Entretanto, marcou seu governo pela promulgação de
avanços na constituição brasileira. Ainda em 1890, época do governo provisório,
criou o Código Penal brasileiro e reformou o Código Comercial. Em 1891 promulgou
então a primeira Constituição Republicana do Brasil, dando passos de inspiração
liberal e com um caráter muito próximo da norte americana. Colocou ponto final
em elementos constitucionais típicos do período monárquico como Poder
Moderador, Senado Vitalício e união entre Igreja e Estado. Instituindo também o
casamento civil e a laicização dos cemitérios.
Seu governo perderia completamente as forças quando
resolve extinguir o Congresso no dia 3 de novembro de 1891, provocando uma
reação violenta. Na tentativa de derrotar a oposição, elabora um golpe de
Estado. Mas não tinha mais o apoio de outrora, o próprio exército já não lhe
dava mais sustentação e enfrenta a resistência liderada pelo vice-presidente, o
marechal Floriano Peixoto. Sem ter como se sustentar, renuncia no dia 23 de
novembro de 1891.
Depois de deixar a presidência, o marechal Deodoro
da Fonseca continuou morando no Rio de Janeiro e ficou enfermo. Antes de morrer
o ex-presidente pediu para ser enterrado em trajes civis, mas seu desejo não
foi atendido. No dia 23 de agosto de 1892 Deodoro da Fonseca faleceu em
decorrência de uma dispnéia (dificuldade respiratória) e seu enterro foi tomado
por pompas e honras militares.
Deodoro se tornou o grande ícone da Proclamação da
República, já teve o rosto estampado em notas das moedas brasileiras, recebeu
vários monumentos em sua homenagem e foi representado algumas vezes no cinema e
na televisão.
Fonte: planalto.gov.br/Presidentes