Esopo ia passando por uma
rua. Um rapaz malcriado quis contender com ele, e lhe deu uma pedrada. Sem
responder-lhe, Esopo mete a mão no bolso, e atirando-lhe uma moeda, lhe
diz: “Camaradinha! admiro a vossa destreza e a vossa graça. Tão belo
talento deve ser animado e sinto que se a fortuna não me favorecesse com seus
dons, muito por vós faria. Entretanto tomai esta moeda, e desculpai-me.
Felizmente ali vem um sujeito que é rico. Mostrai-lhe a vossa graça, e ele
há de dignamente retribuir”. O imprudente rapazola fiando-se no
conselho, apanhou uma pedra, e atirou-a às pernas do homem poderoso e rico que
se vinha aproximando. Este porém vendo-se insultado, mandou por seus seguranças
dar uma boa sova de pau no insolente.
MORALIDADE: Quando
sofreres uma insolência, não te aflijas por não
poderes castigá-la; dia virá em
que o insolente a outro se dirija, e então tudo pagará.
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